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Santa Sangre, de Alejandro Jodorowsky

Santa Sangre conta a história de Fenix (vivido pelo filho do diretor, Adan Jodorowsky), filho do atirador de facas de um circo e da malabarista-fanática-religiosa (cujos braços são decepados pelo marido após flagrá-lo com uma mulher completamente tatuada). Após assistir a uma série de situações absurdas e traumatizantes, Fenix acaba catatônico num hospício onde passa longos anos. Depois de se “recuperar”, já adulto (agora sob a pele de Axel Jodorowsky, outro filho do diretor), ele se reúne com a sua mãe, formando uma parceria fazendo bizarras apresentações artísticas.

 
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Publicado por em julho 24, 2011 em Filmes, Referências

 

Rabbits, de David Lynch

Rabbits é uma série composta de 9 episódios lançada em 2002, originalmente na Internet, escrita e dirigida pelo cineasta americano David Lynch e exibida em seu Site.

Com um prólogo enigmático: “ Em uma cidade sem nome, inundado por uma chuva contínua, três coelhos vivem com um mistério terrível” – O diretor nos convida a entrarmos em um universo de pesadelos bizarros que habitam sua mente.
A série nos mostra três atores vestidos de coelhos(Jack – Scott Coffey, Jane – Laura Elena Harring/Rebekah Del Rio e Suzie – Naomi Watts) em uma casa, travando discussões aparentemente desconexas e desencontradas ao som de chuvas e ventos assustadores e sob aplausos e risadas de uma platéia, tal qual em uma Sitcom americana.
 
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Publicado por em julho 24, 2011 em Filmes, Referências

 

Dente Canino (Dogtooth), de Giorgos Lanthimos

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Pai, mãe e três filhos vivem nos arredores de uma cidade. A casa é isolada por uma alta cerca que os filhos nunca puderam ultrapassar. Eles são educados, entretidos, entediados e exercitados da maneira que seus pais acham correto, sem nenhuma interferência do mundo externo. Acreditam que o avião que veem passando ao longe no céu é um simples brinquedo, e zumbis são flores pequenas e amarelas. A única pessoa autorizada a entrar na casa é Christina, que trabalha como segurança no escritório do pai e visita o filho a fim de satisfazer suas necessidades sexuais. Toda a família gosta dela, em especial a filha mais velha. Um dia, Christina dá a ela uma tiara que brilha no escuro e pede uma outra coisa em troca.

 
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Publicado por em julho 24, 2011 em Filmes, Referências

 

O Jardim das Delícias Terrenas – Bosch

O Jardim das Delícias Terrenas é um tríptico de Hieronymus Bosch, no que descreve a história do Mundo a partir da criação, apresentando o paraíso terrestre e o Inferno nas asas laterais. Ao centro aparece, um Bosch que celebra os prazeres da carne, com participantes desinibidos, sem sentimento de culpa. A obra expõe ainda símbolos e atividades sexuais com vividez. Especula-se sobre seus financiadores, que poderiam ser adeptos do amor livre, já que parece improvável que alguma igreja tradicional a tenha encomendado.

Ligada à “utopia” por um lado, mas representando o lugar da vida humana por outro, Bosch revela uma actualidade do seu tempo, dado que essa vida está entre o paraíso e o inferno como se conta no Génesis. O tríptico, quando fechado, tem uma citação transcrita desse livro “Ele mesmo ordenou e tudo foi criado”. Entre o bem e o mal está o pecado, preposição cristã. No jardim, painel central, representações da luxúria, mensagem de fragilidade nas envolvências do vidro e das flores, reflectem um carácter efémero da vida, passagem etérea do gozo, do prazer.

Enquanto “utopia”, porque transcreve de modo imaginário na imagem um “real”, que mais se aproxima do surreal, e representa, mesmo que toda a sociedade e a cultura Ocidental esteja marcada por essa estrutura, uma história “utópica” do seu tempo. Entre um “bem” e um “mal” está a vida e o pecado, de certo foi aplicado, mas no início seria apenas uma projeção.

 
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Publicado por em abril 28, 2011 em Uncategorized